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Vivências com comunidade quilombola fecharam a última manhã de MUTUM 2015

  • 13 de jul. de 2015
  • 2 min de leitura

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Na manhã do último dia de MUTUM 2015, a comunidade quilombola Barra do Aroeira tomou conta do Terreiro dos Povos, palco montado na Casa do Artesão em Taquaruçu, e nos proporcionou um momento de vivência, como toda sua riqueza cultural.Teve o Cortejo Jalapeiro, e contação de histórias com a cordelista Irmã Galhardo, uma belíssima história da origem da comunidade quilombola contada pela Dona Isabel Rodrigues, danças da África e muito a apredner sobre a cultura quilombola.

O Cortejo Jalapeiro saiu da Praça Joaquim Maracaípe, em direção à Casa do Artesão, levando a alegria dos palhaços da Companhia Os Kaco, por cada esquina. O som dos tambores chamou a atenção de todos que acompanhavam a passagem desse cortejo pelas ruas de Taquaruçu. As mulheres iam dançando e convidando as pessoas para participar. Pessos de todas as idades se contagiavam pelo Maculelê, dança afro-brasileira típica na comunidade quilombola, e não pararam de dançar durante todo o percurso do cortejo.

Bastões, facões e passos de luta, fazem parte do Maculelê, que ensaidos viram uma dança com o ritmo pautado pelo efeito sonoro que o bater dos facões faz. Os moradores de Barra do Aroeira estão desde 2012, resgatando a cultura trazida por seus antepassados, que foram se perdendo com a morte dos fundadores da comunidade,, como por exemplo, seu Félix José Rodrigues, que foi quem fundou a comunidade há mais de 100 anos atrás.

Elaiz Rodrigues da Silva de 16 anos, conta que em 2012, seu tio conhecido como Leozinho, foi para Palmas aprender essas danças afro-brasileiras e retornou para ensinar aos mais novos, trazendo de volta a cultura quilombola para a comunidade. Além do Maculelê, a Dança do lenço, a Suça das mulheres, Zumba e a dança do Negonagô também são parte dessa cultura. “É muito importante manter a nossa cultura viva, a nossa comunidade viva. Por isso estamos sempre buscando conhecimento para levar para a nossa comunidade e para que os de fora também conheçam”, ressaltou.

O tio de Elaiz, Jaciney Rodrigues, mais conhecido como Leozinho, é professor de dança da comunidade de Barra da Aroeira desde 2010, “antes nós não tinhamos a dança, nem tinha pra quem mostrar. Agora nós sabemos as danças, e tivemos a oportunidade de estar aqui pra mostrar a nossa cultura, então eu estou muito orgulhoso disso”, declarou

Dona Isabel, que é representante da comunidade quilombola de Barra da Aroeira deixou um recado aos jovens para finalizar a vivência, mostrando a importância de manter viva em nós a cultura de cada lugar, de cada espaço e de cada povo: “Eu quero dizer aos mais novos que cuidem de conhecer as história vivas da sua origem, histórias acontecidas de verdade, contadas pelos mais velhos, porque nós estamos indo e vocês estão ficando aí... sem conhecer nada para repassar”, lembrou.


 
 
 

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