top of page

MUTUM 2015 une fé e tradição popular com cortejo da Folia do Divino

  • 11 de jul. de 2015
  • 2 min de leitura

DSC_0034 (2).jpg

Logo nos primeiros raios de sol da manhã de sábado (11), as ruas de Taquaruçu receberam o canto dos foliões de Monte do Carmo e Natividade. Moradores e visitantes da Mostra MUTUM acompanharam o cortejo do Divino Espírito Santo ao som de cantorias, da melodia sertaneja da viola caipira e das mãos que batucavam caixas e pandeiros.

Festa secular, a Folia do Divino é tradição em vários municípios tocantinenses e une fé e cultura regional.Tradicionalmente, os foliões, montados a cavalo, saem em procissão pelo interior do estado durante 40 dias convidando e arrecadando doações de casa em casa para a realização da Festa do Divino.

No MUTUM, o cortejo de Folião começou no palco Sumidouro, na praça Joaquim Maracaípe, e seguiu até a igreja Nossa Senhora do Rosário, onde devotos deram início ao canto da acolhida. De lá, acompanhados por bandeiras do Divino, os foliões se juntaram à companhia de circo e teatro de rua Os Kaco e seguiram rumo à casa de um morador de Taquaruçu, o devoto Selcimar Cirqueira, que recebeu as bençãos da Folia.

Selcimar também é folião de Taquaruçu e ficou emocionado com a passagem do cortejo na sua casa. "Fiquei feliz demais. Sou folião, toco viola e aprendi com meu pai que era folião de Santos Reis aqui da região", afirma Selcimar ao dizer que se sente agradecido pela realização do MUTUM: "Eu ajudei a fazer e a montar o palco Sumidouro e o Terreiro dos Povos. Pra mim é uma felicidade imensa participar disso".

Sem deixar a cantoria acabar, o cortejo terminou no Terreiro dos povos, onde os foliões abençoaram o local para, em seguida, participar de um café da manhã com comidas típicas da região. Entre uma bocada no cuzcuz e um gole de suco de acerola, foliões puderam conversar e compartilhar seu conhecimento e sua cultura.

Um dos encarregados pela bandeira do Divino, Prancassio Gonçalves, mais conhecido como Zé Folgado, disse participar da Folia desde os 16 anos e aprendeu o seu ofício com seu tio Chiquim da Barra. "A gente vai onde o povo chama. Já rodamos muito com a nossa fé e a nossa cultura", diz Zé e explica que a bandeira é um símbolo do Espírito Santo: "Me apeguei e não largo mais. Estamos com o Divino no coração todo o tempo e o que eu quero é doar para as pessoas o que eu tenho de bom".

Após a confraternização, foi a vez dos presentes se animarem com a roda de viola e as letras criativas compostas pelos próprios foliões, que relatam suas experiências nos cantos de roda. Tudo isso acompanhado do som da viola e dos instrumentos de percussão:

"Boa tarde, boa oferta

Agora tamo chegando

Pelo trato que nós tinha hoje eu vim cumprimentando

Pra se girar na Folia do Divino

Esse mistério tão fino que é o nosso pai soberano"

O canto de despedida encerrou a manhã cultural com muita música e troca de experiências com as tradições regionais. O público viu o palco Terreiro dos Povos ganhar vida: "Isso aqui é espetacular. É um incentivo quando tem um evento que mantém a regionalidade acesa. A gente não pode deixar que as nossas raízes morram", disse Eduardo Bassoteli, morador de Palmas que se encantou com o cortejo.


 
 
 

Comentários


Recent Posts
Archive
Search By Tags
Follow Us
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

Todos os direitos reservados | 2015 - MUTUM

bottom of page