Apinajé preparam meses de festa, que passará pelo MUTUM 2015
- 19 de jun. de 2015
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Seja na roça de mandioca, no terreiro da Aldeia Brejinho ou nas aldeias dos parentes, Maria Ireti Apinajé e Boingô Apinajé (foto) seguem com o legado dos cânticos desse povo, na região de Tocantinópolis. Para os dois cantadores (increlcatê), como para toda a nação Apinajé, os próximos meses serão de festas (amjĩ kĩn) importantes no calendário cultural e o MUTUM fará parte desta celebração.
Entre julho e agosto grande parte das aldeias Apinajé no extremo norte do Tocantins será palco de rituais como Mẽôkrepôx mex e Mẽôkrepôx runhti, que estão diretamente relacionados ao luto e a memória dos parentes falecidos.
O calendário foi divulgado recentemente pela Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ , que agendou para setembro, na aldeia Irepxi, o Amjëkĩn com a finalidade de animar a 6ª Assembleia Ordinária da entidade e a inauguração da sede da organização. Casamento, formatura e Festa de Wyty, que simboliza um rito de passagem na vida dos jovens índios, também completam o calendário.
Nesse clima de celebração e tradição, Maria Ireti e Boingô trazem a força dessa expressão, juntamente com cantadores das aldeias Olho D'água e Recanto. O grupo será representado ainda pelos cantadores Alexandre Apinajé, Júlio Kamêr Apinajé, Karina Apinagé e Augusta Apinagé, que farão parte da programação do palco Terreiro dos Povos, onde acontece o 1° Econtro de Cantadores Indígenas do Tocantins (10/07).
Logo no primeiro dia do MUTUM, o grupo Apinajé se juntará com grupos de cantadores Krahô, Xerente, Javaé e Karajá, para compartilhar e revelar suas relações com a terra e o desconhecido por meio do canto. Um momento de alargamento das fronteiras culturais. Junto com a chegada do dia acontece a primeira celebração, a Cantoria do Amanhecer, um anúncio de uma experiência ainda mais profunda que seguirá ao longo do dia.
No Terreiro dos Povos, espaço montado para o MUTUM na Casa do Artesão de Taquaruçu, todos estes povos indígenas estão compartilhando suas experiências com a produção de sementes e alimentos, a confecção de artesanato e outros costumes, como rituais, cortes de cabelo e pintura corporal. Uma roda de prosa com o tema "Sabedoria Indígena", fechará a tarde, com a mediação da historiadora Lidia Soraya e Wooccô Krahô, contará com a participação de anciãos, pajés e cantadores de diversas etnia.
Já o Encontro de Cantadores Indígena abre a primeira noite do MUTUM 2015. Nações indígenas tocantinenses descem do palco Terreiro dos Povos para o palco principal da mostra, o Sumidouro. Um momento inédito, dedicado à celebração da riqueza musical de séculos de histórias.






























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