Encontro de Cantadores Indígenas
- 20 de abr. de 2015
- 1 min de leitura

Da voz de seus cantadores, os povos indígenas do Tocantins conduzem sua passagem pela terra. Nas melodias hipnóticas entoadas nas aldeias sobrevoam o imaginário de nações inteiras, e suas relações com a terra e o desconhecido.
No início da primeira noite do MUTUM 2015 as nações indígenas tocantinenses descem do palco Terreiro dos Povos para o palco principal da mostra, o Redondo. Neste momento será coroado as atividades do 1° Encontro de Cantadores Indígenas do Tocantins, reunindo cantadores e cantadoras das aldeias mais tradicionais dos povos Apinajé, Krahô, Krahô Kanela, Karajá, Karajá Xambioá, Xerente e Javaé celebrarão a riqueza musical de séculos de histórias.
Entre os Timbira do Tocantins (Krahô e Apinajé) não existem divisões vocais (masculinas e femininas), quando executadas em grupo. No entanto, as mulheres executam a melodia em notas mais agudas. Os cantos individuais também são destacados, aproximando-se ‘“repente” entre os cantores. Muitas peças são executadas sem acompanhamento percussivo. Nesses casos, a dança geralmente dá o compasso à canção, sempre em forma circular ou um círculo formado por homens e mulheres, onde alguns cantores, ao centro, dançam e puxam o canto.
Já para os demais povos, que se relacionam diretamente com o rio, existem divisões de estações de ano, como a cheia e seca, assim como as praias, e os animais, influenciando diretamente os rituais e festas, bem como os cantos específicos para cada festividade, como é o caso dos Xerente, Karajá, Javaé e Karajá Xambioá.






























Comentários