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CONTATO
Sumidouro

Sumidouro

10 de julho, sexta, às 19h

Encontro de Cantadores Indígenas

 

Da voz de seus cantadores, os povos indígenas do Tocantins conduzem sua passagem pela terra. Nas melodias hipnóticas entoadas nas aldeias sobrevoam o imaginário de nações inteiras, e suas relações com a terra e o desconhecido.

 

No início da primeira noite do MUTUM 2015 as nações indígenas tocantinenses descem do palco Terreiro dos Povos para o palco principal da mostra, o Sumidouro. Neste momento será coroado as atividades do 1° Encontro de Cantadores Indígenas do Tocantins, reunindo cantadores e cantadoras das aldeias mais tradicionais dos povos Apinajé, Krahô, Karajá, Xerente, Javaé, Krahô Kanela e Karajá Xambioá celebrarão a riqueza musical de séculos de histórias.

 

Entre os Timbira do Tocantins (Krahô e Apinajé) não existem divisões vocais (masculinas e femininas), quando executadas em grupo. No entanto, as mulheres executam a melodia em notas mais agudas. Os cantos individuais também são destacados, aproximando-se ‘“repente” entre os cantores. Muitas peças são executadas sem acompanhamento percussivo. Nesses casos, a dança geralmente dá o compasso à canção, sempre em forma circular ou um círculo formado por homens e mulheres, onde alguns cantores, ao centro, dançam e puxam o canto.

 

Já para os demais povos, que se relacionam diretamente com o rio, existem divisões de estações de ano, como a cheia e seca, assim como as praias, e os animais, influenciando diretamente os rituais e festas, bem como os cantos específicos para cada festividade, como é o caso dos Xerentes, Karajá, Javaé e Xambioá.

 

Cantoria Kraô: Flávia Aguilera. A festa de wythô da aldeia Cachoeira, Itacaja. TO, 2014

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